Este bloco organiza a conversa multiprofissional. Não é prescrição automática e não substitui peso, função renal/hepática, alergias, microbiologia local, monitorização nem ordem neurocirúrgica.
CONTUSO · PROFILAXIA ≤7 D
Anticonvulsivantes
No TCE moderado/grave contuso, a NCS 2024 considera aceitável usar ou não profilaxia; se escolhida, sugere levetiracetam por ≤7 dias. A BTF aceita fenitoína para reduzir convulsões precoces. No penetrante, a BTF 2026 recomenda por consenso 7 dias ou mais, sem agente superior; além do 7º dia, individualizar com neuro/EEG. Nenhuma estratégia previne epilepsia tardia; convulsão documentada muda de profilaxia para tratamento.
CRASH-3 · ATÉ 3 H
Ácido tranexâmico / Transamin
Em adultos sem grande sangramento extracraniano, o CRASH-3 estudou 1 g IV em 10 min + 1 g em 8 h, iniciado até 3 h, com GCS ≤12 ou sangramento intracraniano. O resultado global foi inconclusivo (RR 0,94; IC95% 0,86–1,02), com sinal no TCE leve/moderado e nenhum benefício demonstrado no grave. Não atrasar cirurgia; hemorragia extracraniana importante segue indicação própria do protocolo de trauma.
FERIDA ≠ TCE FECHADO
Ceftriaxona e clindamicina
Não usar profilaxia sistêmica de rotina no TCE fechado, pneumoencéfalo isolado ou fratura de base com/sem fístula. Na ferida craniana aberta sem penetração dural, profilaxia perioperatória/curso seguem protocolo cirúrgico local. No trauma que penetra a dura, priorize desbridamento/reparo; consenso pTBI 2026 admite até 3 dias no menor risco ou 5 dias no alto risco, com espectro amplo + anaeróbios. Ceftriaxona pode compor protocolo local; clindamicina pode ser alternativa na alergia, mas isolada não assegura Gram-negativos nem espectro completo. Não há esquema superior universal.
TEMPORÁRIA
DVE
Drena LCR e pode monitorar PIC na hidrocefalia aguda/HIC. Exige técnica estéril, nivelar/zerar após mudança de posição, registrar aberto/fechado e evitar coleta rotineira ou troca fixa. A PIC/onda não é automaticamente válida durante drenagem simultânea. Vigie hemorragia, obstrução, ventriculite e hiperdrenagem; antibiótico perioperatório não significa antibiótico sistêmico enquanto o dreno permanecer.
PERMANENTE
DVP
Opção para hidrocefalia pós-traumática clinicorradiológica sintomática e persistente ou dependência de drenagem quando existente. Antes, excluir infecção, obstrução reversível e ventriculomegalia ex vacuo; após craniectomia, reavaliar depois da cranioplastia. Válvula programável foi a opção consensual, mas diagnóstico e momento permanecem incertos.
EXCEÇÃO
DLE
Não é válvula de escape universal para PIC; a evidência é baixa e o uso não padronizado. Exclua cisternas apagadas, massa, obstrução, herniação uncal/tonsilar, lesão de fossa posterior, desvio relevante, coagulopatia e infecção. Na hidrocefalia externa/HIC, só após falha da primeira linha, com PIC contínua. Piora neurológica/pupilar ou gradiente fora do protocolo = cessar drenagem e avaliação neurocirúrgica urgente.