🛡️ Prévia pública educacional — revisão médica humana em andamento Não é protocolo assistencial · confirme protocolo institucional, microbiologia local, doses e resposta individual
Emergência · UTI · Enfermaria · TEMI

Pense.
Pode ser sepse.

Reconheça a disfunção orgânica, trate a infecção na janela correta, restaure perfusão sem automatismos e reavalie até a recuperação.

Apoio educacional para médicos. Não fecha diagnóstico, não substitui avaliação presencial, microbiologia local, protocolo institucional, farmácia clínica nem dupla checagem de doses.

Paciente hospitalizado deteriorando enquanto sinais clínicos convergem para suspeita de sepse
IMG-01 · Pense. Pode ser sepse.Deterioração inespecífica pode ser a primeira pista. Reconheça ameaça fisiológica e disfunção orgânica sem esperar um escore.Fontes: SSC 2026 e Sepsis-3.
Descrição clínica detalhada

A cena organiza pistas simultâneas de piora hospitalar ao redor de um relógio clínico. Ela representa um alerta conceitual, não um paciente real nem uma ferramenta diagnóstica autônoma.

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Mapa global destacando a carga modelada de mortes associadas à sepse em 2021
IMG-02 · Carga global associada à sepseOs 21,4 milhões correspondem a estimativa modelada para 2021; não representam contador ou vigilância em tempo real.Fontes: GBD 2021 e OMS.
Descrição clínica detalhada

O mapa comunica escala mundial e diferencia estimativa epidemiológica de contagem observada ao vivo. Ano, método e incerteza devem acompanhar qualquer reutilização do número.

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1 · ReconheçaInfecção possível + disfunção orgânica.
2 · AjaProbabilidade, culturas, antimicrobiano e foco.
3 · ReavaliePerfusão, resposta, tolerância e diagnóstico.
4 · DesescaleEspectro, fluidos, suportes e invasividade.
5 · RecupereAlta segura, sequelas e seguimento.
Impacto transversal

Muitas doenças. Um desfecho comum.

Sepse não é uma especialidade isolada: é a convergência entre infecção, vulnerabilidade do hospedeiro e resposta desregulada.

Especialidades e condições clínicas convergindo para infecção, sepse e diferentes desfechos
IMG-03 · Muitas doenças, um desfecho comumCardiologia, oncologia, reumatologia, pneumologia, nefrologia, cirurgia e obstetrícia podem convergir probabilisticamente para sepse.Fontes: Sepsis-3 e OMS.
Descrição clínica detalhada

O fluxo mostra vulnerabilidades distintas chegando a infecção e resposta desregulada, seguidas de recuperação ou falência orgânica. As setas indicam caminhos possíveis, não causalidade inevitável.

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🫀 Cardiovascular🎗️ Oncologia🧬 Reumatologia 🫁 Pneumologia🧪 Nefrologia🟤 Cirrose 🧠 Neurologia🩺 Pós-operatório🤰 Obstetrícia
Infecção + hospedeiro vulnerável
Resposta desregulada → dano endotelial, microcirculatório, imune e metabólico
Reconhecimento + tratamento oportunos
aumentam a chance de controle do foco e recuperação
Atraso, foco persistente ou fenótipo grave
podem levar a choque, VM, TRS e disfunção múltipla
Custo da trajetória

Uma dose correta no momento certo não é “um comprimido milagroso”.

É a combinação de antimicrobiano adequado — frequentemente intravenoso — dose de ataque, coleta útil, controle do foco e reavaliação. O comparador abaixo organiza custos locais; não estima causalidade nem substitui faturamento.

A OMS cita custo hospitalar médio superior a US$ 32 mil por paciente em países de alta renda. Valores brasileiros variam por instituição, gravidade e método de custeio.
Trajetória oportuna — custos locais
Trajetória crítica — custos locais
Preencha apenas valores conferidos da instituição.
Comparação entre uma trajetória de cuidado oportuno e uma trajetória crítica com múltiplos suportes de UTI
IMG-04 · Custo da trajetória clínicaCuidado oportuno é um pacote: antimicrobiano adequado, culturas úteis, controle do foco e reavaliação. A comparação não estima causalidade ou custo individual.Fonte: OMS.
Descrição clínica detalhada

À esquerda, a imagem resume uma trajetória de menor complexidade; à direita, UTI, ventilação mecânica, terapia renal, nutrição e antimicrobianos complexos. O contraste é educacional e não afirma que uma única dose isolada evite todos esses recursos.

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Ferramenta 1

Triagem clínica em 60 segundos

Não é calculadora diagnóstica. Identifica uma via de prioridade e obriga a procurar infecção, disfunção orgânica e mimetizadores em paralelo.

Três camadas conectando infecção, disfunção orgânica aguda e ameaça à vida
IMG-05 · Infecção, disfunção orgânica e ameaça à vidaInfecção isolada não define sepse; procure disfunção orgânica aguda ameaçadora à vida.Fonte: Sepsis-3.
Descrição clínica detalhada

O diagrama separa o contexto infeccioso da resposta desregulada e de sua expressão orgânica. A identificação é clínica e não deve aguardar a conclusão de uma pontuação.

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Mapa multiorgânico com manifestações cerebrais, respiratórias, circulatórias, renais, hepáticas e hematológicas de disfunção aguda
IMG-41 · Disfunção orgânica: o sinal de entradaNova confusão, hipoxemia, hipoperfusão, oligúria, hiperbilirrubinemia ou plaquetopenia podem ser a primeira expressão da síndrome; procure tendência e ameaça imediata.Fontes: Sepsis-3 e SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Use a prancha para varrer seis sistemas sem esperar o SOFA completo. A alteração precisa ser aguda e contextualizada; nenhuma manifestação ou exame isolado confirma sepse, e estabilização, investigação etiológica e diferenciais seguem em paralelo.

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Contexto infeccioso
Instabilidade/hipoperfusão
Disfunção orgânica nova
Aguardando avaliação

Comece pela fisiologia.

Se houver instabilidade, inicie ABCDE, monitorização e suporte imediatamente. Não aguarde um escore.

Comparação entre NEWS2, MEWS, SIRS, qSOFA e SOFA com suas funções clínicas
IMG-06 · Rastreie sem ancorarEscores são sensores e organizadores. Nenhum deles, isoladamente, diagnostica ou exclui sepse.Fontes: SSC 2026 e Sepsis-3.
Descrição clínica detalhada

NEWS2, MEWS e SIRS apoiam detecção de deterioração; qSOFA é alerta prognóstico contextual; SOFA quantifica disfunção. A estabilização e a busca etiológica seguem em paralelo.

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Fluxo paralelo de sepse e diagnósticos críticos que podem imitar choque séptico
IMG-07 · Sepse e mimetizadores em paraleloHemorragia, TEP, tamponamento, anafilaxia, crise adrenal, intoxicação e pancreatite devem permanecer ativos no diferencial.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

O fluxo mantém duas trilhas simultâneas: tratar a ameaça fisiológica e testar hipóteses infecciosas e não infecciosas. Uma resposta parcial não encerra a reavaliação diagnóstica.

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Sepsis-3

Sepse

Disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por resposta desregulada do hospedeiro à infecção. Operacionalmente, aumento agudo de SOFA ≥2 apoia a identificação — mas a decisão continua clínica.

Sepsis-3

Choque séptico

Subconjunto com vasopressor necessário para manter PAM ≥65 mmHg e lactato >2 mmol/L apesar de ressuscitação volêmica adequada, na ausência de hipovolemia como explicação suficiente.

SSC 2026

Rastreio

NEWS/NEWS2, MEWS ou SIRS são preferidos ao qSOFA isolado. qSOFA é alerta prognóstico contextual, não ferramenta única para excluir ou diagnosticar sepse.

Cascata fisiopatológica da ativação imune à lesão endotelial, vasoplegia, imunotrombose e disfunção orgânica
IMG-42 · Do foco à falência orgânicaA sepse combina sinalização do patógeno e do dano, resposta imune, lesão endotelial/glicocálix, vasoplegia, permeabilidade e microcirculação heterogênea.Fontes: Sepsis-3 e SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

O modelo explica por que pressão, fluxo e oxigenação macroscópicos podem não representar toda a entrega e utilização tecidual. É um mapa conceitual: vias coexistem em intensidades variáveis, e nenhum biomarcador representa isoladamente a fisiopatologia de um paciente.

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Ferramentas: função correta e erro a evitar
FerramentaAjuda emNão deve ser usada isoladamente para
NEWS2 / MEWSDetectar deterioração fisiológica e acionar respostaDeterminar etiologia infecciosa
SIRSSensibilidade para resposta inflamatóriaDistinguir infecção de causas não infecciosas
qSOFAAlertar para maior risco fora da UTIRastrear sozinho ou excluir sepse
SOFAQuantificar disfunção orgânicaEsperar pontuação completa antes de agir
LactatoContextualizar hipoperfusão/estresse e seguir tendênciaDefinir choque ou ordenar fluidos sozinho
ProcalcitoninaApoiar interrupção em cenários selecionadosDecidir isoladamente se inicia antimicrobiano
Exames agrupados pelas perguntas sobre disfunção orgânica, foco e patógeno, mimetizadores e tendência clínica
IMG-43 · Exames que respondem perguntasPeça exames para localizar órgão em falha, foco/patógeno, mimetizador e tendência que modifica conduta — não para completar um pacote sem hipótese.Fontes: SSC 2026 e Sepsis-3.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Gasometria/lactato, hemograma, rim, fígado e coagulação dimensionam fisiologia; culturas e amostras dirigidas apoiam etiologia; ECG, POCUS e exames adicionais dependem do diferencial. Repita somente quando a tendência puder mudar suporte, diagnóstico ou desescalada.

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Ferramenta 2

Relógio terapêutico

Cada janela responde: o que não pode esperar, o que precisa ser confirmado e qual reavaliação encerra o ciclo.

Linha do tempo da sepse dos primeiros dez minutos ao período pós-agudo
IMG-08 · Relógio terapêutico completoJanelas de 0–10 min, 10–60 min, 1–3 h, 3–6 h, 6–24 h, 24–72 h e pós-agudo, sempre com checkpoint.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

A linha do tempo associa ações urgentes a momentos de confirmação e reavaliação. As janelas organizam prioridade e não substituem julgamento clínico, protocolo local ou resposta individual.

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Checklist dos primeiros dez minutos com ABCDE, monitorização, acesso, oxigenação e perfusão
IMG-09 · Os primeiros dez minutosABCDE, monitorização, acesso, perfusão, oxigenação e acionamento simultâneo vêm antes de completar escores.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O painel prioriza estabilização fisiológica e organização de equipe. Coleta e investigação ocorrem sem transformar um escore em barreira para suporte imediato.

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Choque séptico ou sepse provável/definidaImediatamente, idealmente ≤1 h

Culturas antes quando possível, sem atraso clinicamente relevante.

Possível sepse sem choqueInvestigação rápida com limite temporal

Persistindo preocupação infecciosa, antimicrobiano em até 3 h da suspeita inicial.

Baixa probabilidade de infecção, sem choquePode diferir antimicrobiano

Monitorização próxima, diagnóstico alternativo e gatilhos explícitos de reavaliação.

Três trilhas de tempo do antimicrobiano conforme choque e probabilidade de infecção
IMG-10 · Tempo de antimicrobiano por probabilidadeChoque ou sepse provável/definida: imediatamente, idealmente ≤1 h. Possível sem choque: investigação limitada; baixa probabilidade e sem choque: diferimento vigiado.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

As três trilhas combinam gravidade e probabilidade, evitando tanto atraso no choque quanto prescrição automática em baixa probabilidade. Diferir exige vigilância próxima e gatilhos explícitos de reavaliação.

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Trilha infecciosa

Antimicrobiano é uma estratégia, não um reflexo

Probabilidade, sítio, gravidade, exposições, culturas prévias, ecologia local, farmacocinética/farmacodinâmica e foco devem caber na primeira prescrição.

Sequência para obter culturas úteis antes do antimicrobiano sem atraso relevante
IMG-11 · Culturas úteis sem atrasar terapiaColete hemoculturas e amostras do foco antes do antimicrobiano quando viável, sem criar atraso clinicamente relevante.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

O fluxo mostra coleta, identificação adequada e início terapêutico em sequência coordenada. No choque ou alta probabilidade, a logística de cultura não deve paralisar a terapia.

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Cinco camadas para escolha antimicrobiana empírica por foco, gravidade, hospedeiro, microbiologia prévia e ecologia local
IMG-45 · Escolha empírica em cinco camadasCobertura adequada nasce da síndrome e da janela, mas precisa atravessar hospedeiro, culturas/colonização prévias, risco de resistência e antibiograma local.Fontes: SSC 2026 e framework oficial de tempo do antimicrobiano.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

“Amplo” significa ativo contra os patógenos plausíveis daquele contexto, não espectro máximo automático. Agente, carga, via e combinações dependem de foco, gravidade, alergias, funções orgânicas, ecologia e protocolo; a revisão precoce é parte da prescrição inicial.

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1

Probabilidade

Classifique possível, provável ou definida; registre mimetizadores e o checkpoint de reavaliação.

2

Foco

Localize o sítio e identifique se há drenagem, desbridamento, retirada de dispositivo ou cirurgia.

3

Hospedeiro

Alergia, gestação, imunossupressão, função renal/hepática, peso, volume de distribuição e interações.

4

Ecologia

Colonização/infecção prévia, antimicrobianos, internação e prevalência local de resistência.

5

Exposição

Dose de ataque adequada; betalactâmico em manutenção por infusão prolongada após carga, conforme estabilidade e protocolo.

6

Saída

Revise em 24–48 h: diagnóstico, culturas, controle do foco, espectro, via e duração.

Curvas conceituais de concentração de betalactâmico após carga e diferentes formas de manutenção
IMG-12 · Carga, exposição e infusão prolongadaEsquema conceitual de farmacocinética/farmacodinâmica; não é curva medida e não fornece dose, concentração ou alvo individual.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

A figura compara, sem unidades, a permanência da concentração acima da concentração inibitória mínima após dose de carga. Dose, diluição, função renal, peso, MIC e estabilidade devem seguir protocolo e farmácia clínica.

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Comparação conceitual entre dose de ataque para atingir exposição cedo e manutenção ajustada à depuração
IMG-46 · Dose de ataque não é manutençãoChoque altera volume de distribuição e depuração; hiperfiltração, disfunções orgânicas, TRS e ECMO podem tornar a exposição imprevisível.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

A carga busca atingir exposição cedo; a manutenção acompanha depuração, órgão, suporte extracorpóreo, MIC e evolução. A prancha não informa dose: use protocolo, farmácia clínica, estabilidade de infusão e monitorização terapêutica quando indicada e disponível.

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Relógio de revisão antimicrobiana entre 24 e 72 horas com saídas manter, desescalar ou suspender
IMG-47 · Time-out antimicrobiano em 24–72 horasReabra probabilidade de infecção, resultados, controle do foco, mudanças do hospedeiro, espectro e duração; a saída pode ser manter, estreitar ou suspender.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Desescalar é resposta a dados, não fracasso. Mesmo com culturas finais negativas, diagnóstico, trajetória e controle do foco podem sustentar redução ou suspensão; procalcitonina é complementar em situações selecionadas e nunca substitui avaliação clínica.

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Controle do foco

O antibiótico não drena pus, não remove prótese infectada e não descomprime obstrução.

  1. Defina a anatomia suspeita e a urgência.
  2. Acione a equipe capaz de intervir cedo.
  3. Estabilize o suficiente sem adiar indefinidamente.
  4. Quando indicado, busque controle precoce — idealmente em até 6 h.
  5. Confirme se o procedimento realmente controlou o foco.
Abscesso, prótese infectada, obstrução e tecido necrótico associados a intervenções de controle do foco
IMG-13 · Antibiótico não corrige anatomiaDrenagem, retirada de dispositivo, descompressão ou desbridamento podem ser indispensáveis; quando indicado, busque controle precoce.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

Quatro padrões anatômicos são ligados às intervenções que efetivamente removem ou interrompem o foco. Estabilização e intervenção devem ser coordenadas, com confirmação posterior de eficácia.

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Circuito de controle do foco desde localização anatômica até confirmação da eficácia da intervenção
IMG-48 · Controle do foco: feche o circuitoLocalize a anatomia, defina urgência/viabilidade, drene, desbride, remova ou descomprima e confirme se a fonte realmente foi controlada.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Quando há fonte específica que requer intervenção, a SSC 2026 sugere controle precoce, idealmente em até 6 horas, com certeza muito baixa. Esse alvo é condicional: emergências não devem esperar, e modalidade, risco, logística e resposta permanecem individualizados.

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Ressuscitação guiada por fisiologia

Fluido, pressão e perfusão em ciclos curtos

O objetivo não é “normalizar um número”: é restaurar perfusão sem induzir edema, congestão ou atraso de vasopressor.

Modelo mental de fluido como fármaco com indicação, dose, resposta e toxicidade
IMG-14 · Fluido como fármacoEm hipoperfusão induzida por sepse/choque, 30 mL/kg é ponto inicial condicional, não bolus universal cego. Lactato isolado não ordena expansão.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O frasco é organizado como prescrição: indicação, quantidade inicial, efeito esperado e toxicidade. Cada novo ciclo depende de perfusão, responsividade e tolerância, especialmente diante de congestão.

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Mosaico hemodinâmico integrando pressão, fluxo, microcirculação e metabolismo ou disfunção orgânica
IMG-49 · Perfusão é um mosaicoPAM, débito/volume sistólico, tempo de enchimento capilar/pele, lactato em tendência, diurese e estado mental respondem a camadas diferentes da perfusão.Fontes: SSC 2026, ANDROMEDA-SHOCK-2 e guia hemodinâmico.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Pressão adequada não garante fluxo; fluxo adequado não garante microcirculação. Escolha uma intervenção com alvo mensurável e confronte benefício, dano e tendência. O tempo de enchimento capilar é adjunto e não deve ser usado como oráculo isolado.

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Recomendação forte

Cristaloide como primeira linha

A escolha de cristaloide é forte; preferir solução balanceada à salina 0,9% na maioria é recomendação condicional. Em traumatismo cranioencefálico, a SSC sugere salina 0,9%.

Condicional · baixa certeza

≥30 mL/kg nas primeiras 3 h

Para hipoperfusão induzida por sepse/choque, individualizando peso e contexto, com reavaliação frequente. Não é autorização para bolus repetidos cegamente.

Recomendação forte

Noradrenalina primeiro

Noradrenalina é a primeira linha; a meta inicial usual de PAM 65 mmHg também é forte. Em ≥65 anos, considerar 60–65 mmHg é condicional, com baixa certeza.

Condicional

Medidas dinâmicas

Elevação passiva das pernas ou pequena prova com mudança de volume sistólico/pressão de pulso são preferíveis a marcadores estáticos isolados.

1 · PerfusãoConsciência, pele/TEC, diurese, lactato e pressão.
2 · ResponsividadeO débito/volume sistólico aumenta com manobra dinâmica?
3 · TolerânciaCongestão pulmonar/venosa, oxigenação, VD/VE e pressão abdominal.
4 · IntervençãoFluido, vasopressor, inotrópico ou nenhuma expansão adicional.
5 · RepetirDefina em minutos qual variável mostrará benefício ou dano.
Mecanismos de elevação do lactato e sinais clínicos que devem contextualizar sua interpretação
IMG-44 · Lactato alto não é bolus automáticoDisóxia, estímulo adrenérgico/glicólise, menor depuração hepática, convulsões, fármacos e metabolismo podem elevar lactato por mecanismos diferentes.Fontes: SSC 2026 e guia hemodinâmico.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Use tendência e leia junto com pele/enchimento capilar, estado mental, diurese, fluxo e trajetória. A SSC recomenda individualizar fluidos após o bolus inicial e não continuar expansão apenas até normalizar lactato.

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Elevação passiva das pernas e pequena prova de fluido avaliadas pela mudança no volume sistólico
IMG-15 · Responsividade dinâmicaResponder a uma manobra não prova necessidade de fluido nem tolerância para recebê-lo.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

A elevação passiva das pernas e uma pequena prova de fluido são acompanhadas por variável de fluxo. O benefício só se torna útil quando há hipoperfusão tratável e ausência de toxicidade relevante.

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Algoritmo de prova de fluido com indicação, teste reversível, medida de fluxo, tolerância e decisão
IMG-50 · Prova de fluido é pergunta com prazoDefina antes a hipoperfusão tratável, a manobra, a variável de fluxo, o benefício esperado e o dano que fará parar.Fontes: SSC 2026 e guia hemodinâmico.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Elevação passiva das pernas ou pequeno desafio avaliado por volume sistólico/fluxo pode mostrar responsividade. Responder não prova necessidade nem segurança: só administre quando houver alvo clínico e reavalie logo depois, sem repetir por inércia.

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Sinais pulmonares, venosos, cardíacos, renais e abdominais de congestão após fluidos
IMG-16 · Quando o tanque transbordaCongestão pulmonar ou venosa, disfunção de VD, piora renal e hipertensão abdominal reduzem tolerância a novos bolus.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O esquema percorre órgãos expostos à sobrecarga. A decisão de interromper expansão depende do conjunto clínico, tendência e resposta, não de um único marcador estático.

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Quatro momentos do fluido na sepse: resgate, reavaliação, estabilização e possível remoção ativa após a fase aguda
IMG-51 · Fluido muda de papel com o tempoO cristaloide pode resgatar perfusão no choque, mas cada novo volume exige alvo, resposta e tolerância; após estabilização, evite acúmulo automático.Fontes: SSC 2026 e guia hemodinâmico.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Após a fase aguda, a SSC sugere remoção ativa no choque séptico quando sobrecarga, curso, função cardiorrespiratória e tolerância sustentarem essa decisão. Não inicie remoção durante vasopressor em escalada, hipoperfusão não corrigida ou necessidade contínua de expansão.

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Degrau 1

Noradrenalina

Primeira linha. Na instabilidade grave, pode ser iniciada simultaneamente ao fluido individualizado. Acesso periférico pode evitar atraso, seguindo protocolo de segurança local.

Degrau 2

Adicionar vasopressina

Quando a dose de noradrenalina está escalando; estratégia poupadora de catecolamina, não substituto automático da primeira linha.

Degrau 3

Adicionar adrenalina

Se a PAM continuar inadequada com noradrenalina e vasopressina; interpretar lactato e efeitos adrenérgicos no contexto.

Fenótipo cardíaco

Inotrópico

Em disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente apesar de volume e pressão adequados: dobutamina associada ou adrenalina isolada são opções condicionais.

Escada vasopressora da noradrenalina à combinação com vasopressina e adrenalina
IMG-17 · Escada vasopressoraNoradrenalina primeiro; considere vasopressina na escalada e adrenalina se a PAM persistir inadequada, sem limiar universal inventado.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

A escada representa sequência de princípios, não prescrição de dose. PAM, perfusão, efeitos adversos e fenótipo devem ser reavaliados a cada degrau.

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Noradrenalina periférica em acesso pérvio, com sítio visível e monitorização frequente
IMG-18 · Vasopressor periférico sem atrasoAcesso periférico pérvio, sítio visível e monitorização frequente; reavalie a estratégia se o suporte persistir.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O fluxo combina início sem atraso e vigilância do sítio. A SSC não estabelece regra universal de sítio, calibre, concentração, dose ou duração; siga protocolo institucional e reavalie a estratégia se o suporte persistir.

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Comparação entre alvo inicial geral de PAM 65 e faixa condicional de 60 a 65 em idosos
IMG-19 · PAM: alvo inicial e individualizaçãoPAM 65 mmHg é alvo inicial geral; 60–65 mmHg em adultos ≥65 anos é consideração condicional de baixa certeza.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

As faixas são pontos de partida. Perfusão, doença vascular, tolerância, efeitos de catecolaminas e contexto individual orientam ajustes posteriores.

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Alvos iniciais de pressão arterial média e fatores clínicos para individualização no choque séptico
IMG-52 · PAM: ponto de partida, não piloto automáticoA SSC 2026 recomenda alvo inicial de 65 mmHg em adultos com choque séptico e sugere 60–65 mmHg nos adultos com 65 anos ou mais.Fontes: SSC 2026 e guia hemodinâmico.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Titule em faixa e confronte perfusão, sintomas, autorregulação, órgãos vulneráveis e efeitos adversos. A recomendação para 60–65 mmHg em ≥65 anos é condicional e de baixa certeza; não transforme ponto de partida em alvo rígido universal.

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Escada vasopressora com alvo, efeitos sobre perfusão e sinais de toxicidade
IMG-53 · Vasopressor: alvo, efeito e toxicidadeNoradrenalina é primeira linha; com necessidade crescente, considere vasopressina; se a PAM continuar inadequada, considere adrenalina conforme contexto.Fontes: SSC 2026 e guia hemodinâmico.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

A cada escalada, acompanhe PAM em faixa, perfusão e dano: arritmia, isquemia, hiperlactatemia, extremidades e sítio periférico. Não há limiar universal de dose no infográfico; vasopressor corrige pressão e não substitui foco, fluxo ou reavaliação de volume.

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Quatro condições antes de considerar inotrópico: hipoperfusão, volume adequado, pressão adequada e disfunção cardíaca
IMG-54 · Inotrópico: quatro portas antes de usarInotropia faz sentido quando hipoperfusão persiste apesar de volume e pressão adequados e há disfunção cardíaca compatível; fração de ejeção baixa isolada não basta.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

A SSC sugere dobutamina associada à noradrenalina ou adrenalina isolada, com certeza muito baixa. Defina alvo de fluxo/perfusão, monitore frequência, ritmo, pressão e isquemia e interrompa se não houver benefício ou surgir dano.

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Medicina de precisão com limites

Fenótipos e endótipos

Os perfis hemodinâmicos são rótulos operacionais didáticos para organizar o raciocínio — não constituem classificação validada nem protocolo oficial. SENECA e transcriptômica ensinam heterogeneidade, mas ainda não autorizam terapia automática à beira-leito.

Três camadas separando fisiologia hemodinâmica, fenótipos SENECA e endótipos transcriptômicos
IMG-20 · Três camadas de fenotipagemFisiologia é acionável hoje; SENECA é descritivo; CTS é investigacional. Nenhuma camada molecular autoriza prescrição automática.Fontes: SSC 2026, SENECA e transcriptômica.
Descrição clínica detalhada

O mapa separa três níveis que frequentemente são confundidos. Sinais hemodinâmicos podem guiar reavaliação imediata, enquanto clusters retrospectivos e assinaturas moleculares permanecem instrumentos de pesquisa.

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Perfil vasoplégico com baixo tônus arterial e fluxo mal distribuído
IMG-21 · Perfil vasoplégicoBaixo tônus e pressão diastólica reduzida podem coexistir com fluxo inadequado; corrigir pressão não garante perfusão restaurada.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O esquema combina vasodilatação, distribuição anormal de fluxo e dependência de vasopressor. A resposta deve ser confirmada por perfusão e não apenas pela PAM.

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Curva de Frank-Starling demonstrando possível resposta de fluxo com vigilância de congestão
IMG-22 · Baixa pré-carga responsivaHipotensão ou VCI isolada não bastam; demonstre resposta dinâmica e vigie tolerância.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

A curva representa aumento mensurável de fluxo após uma manobra reversível ou pequena prova. Ainda é preciso demonstrar necessidade clínica e ausência de congestão limitante.

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Esquema conceitual de disfunção ventricular e acoplamento ventrículo-arterial na sepse
IMG-23 · Perfil cardiomiopáticoDisfunção de VE ou VD e baixo fluxo podem persistir apesar da PAM; fração de ejeção isolada não indica inotrópico.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O acoplamento ventrículo-arterial é apresentado como modelo conceitual, não como leitura de um dispositivo. Integre fluxo, perfusão, carga, eco e resposta antes de escolher intervenção.

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Ventrículo direito dilatado e causas obstrutivas reversíveis que podem coexistir com infecção
IMG-24 · VD e choque obstrutivoTEP, tamponamento, pneumotórax hipertensivo, auto-PEEP e pressão abdominal podem coexistir com infecção e mudar a prioridade.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

A figura reúne mecanismos distintos que aumentam carga de VD ou limitam retorno venoso. Eles não são intercambiáveis: exigem confirmação dirigida e tratamento causal específico durante a estabilização.

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Perfis de choque sobrepostos mudando após fluido, intubação e vasopressor
IMG-25 · Choque misto e dinâmicoO perfil pode mudar após cada intervenção; reclassifique a fisiologia em vez de cristalizar um rótulo.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

As camadas vasoplégica, hipovolêmica, cardíaca e obstrutiva aparecem sobrepostas ao longo do tempo. Fluido, ventilação e vasopressor podem revelar ou agravar componentes diferentes.

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⚠️ Linha vermelha: não negar corticoide, vasopressor, antimicrobiano ou controle do foco com base em cluster retrospectivo. Endótipos moleculares permanecem ferramenta de pesquisa/estratificação de ensaios.
Quatro clusters SENECA alfa, beta, gama e delta com características descritivas
IMG-26 · SENECA α β γ δClusters retrospectivos têm distribuição e prognóstico variáveis entre coortes; são descritivos, não prescritivos.Fontes: SENECA e validações.
Descrição clínica detalhada

O painel resume características dos quatro agrupamentos originais e diferenças relativas de mortalidade. Ele não permite classificar com segurança um indivíduo nem selecionar tratamento à beira-leito.

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Assinaturas transcriptômicas CTS1, CTS2 e CTS3 e suas vias biológicas predominantes
IMG-27 · CTS1, CTS2 e CTS3Assinaturas moleculares investigacionais não possuem correspondência clínica simples nem protocolo terapêutico validado.Fonte: estudo transcriptômico.
Descrição clínica detalhada

As vias de inflamação/endotélio, heme/fibrinólise e interferon/imunidade adaptativa são apresentadas como padrões de pesquisa. Um rótulo molecular não deve ser presumido por aparência clínica.

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Ferramenta 3

Choque refratário: auditoria antes do “resgate”

Quanto maior a dose de vasopressor, maior a obrigação de reabrir o diagnóstico e procurar mecanismos simultâneos.

Circuito de oito domínios para auditar choque refratário antes de terapias de resgate
IMG-28 · Oito domínios antes do resgateReabra diagnóstico, foco, antimicrobiano, tanque, vasoplegia, bomba, tubos/pressões e metabolismo.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

O circuito fechado força revisão de causas reversíveis e erros de execução antes de medidas não padrão. Completar o checklist não autoriza automaticamente terapia de resgate.

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Oito domínios da auditoria do choque refratário
Preparação hemodinâmica e respiratória para reduzir o risco de colapso peri-intubação no choque séptico
IMG-55 · Intubação no choque: antecipe o crashA indução reduz o tônus simpático; a pressão positiva reduz o retorno venoso e pode aumentar a pós-carga do ventrículo direito. Prepare oxigenação, hemodinâmica, equipe e plano de resgate antes da apneia.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Confirme tubo, circuito e ventilação. Se houver piora abrupta, procure pneumotórax hipertensivo, auto-PEEP, falência de ventrículo direito/TEP, hipovolemia relativa e vasoplegia. Não existe sequência universal de fármaco: anatomia, fisiologia, recursos e competência da equipe determinam a estratégia.

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Múltiplos mecanismos possíveis para lactato persistentemente elevado
IMG-29 · Lactato persistente tem múltiplos mecanismosHipoperfusão, catecolaminas, depuração hepática, convulsão e metabolismo podem contribuir; não ordene fluido isoladamente.Fontes: SSC 2026 e diretriz hemodinâmica.
Descrição clínica detalhada

A figura abre o diferencial mecanístico de hiperlactatemia. Tendência, perfusão, fármacos, fígado e contexto neurológico devem ser integrados antes de intervir.

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Mapa conceitual integrando POCUS de coração, pulmão, veias e abdome à avaliação clínica
IMG-30 · POCUS integrado, não oráculoEsquema conceitual, não exame real. Nenhuma imagem isolada define volume, etiologia ou conduta.Fontes: SSC 2026 e ANDROMEDA-SHOCK-2.
Descrição clínica detalhada

Coração, pulmão, sistema venoso, abdome e resposta dinâmica são conectados à clínica. O resultado depende de aquisição, contexto, tendência e integração com outros dados.

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Proteção de órgãos

Suporte que não pode virar piloto automático

O suporte compra tempo para antimicrobiano, controle do foco e recuperação — e também pode causar dano se o alvo não estiver explícito.

Sequência de suporte respiratório da cânula nasal de alto fluxo à ventilação protetora
IMG-31 · Proteção respiratóriaCNAF em hipoxemia selecionada exige vigilância de falha; intube oportunamente e use ventilação protetora na SDRA.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

O fluxo conecta suporte não invasivo, gatilhos de falha e intubação sem atraso indevido. Na SDRA, o volume corrente usa peso corporal predito e a pressão de platô deve ser limitada.

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Escada de suporte da hipoxemia na sepse com reavaliação e gatilhos de falha
IMG-56 · Hipoxemia: escada com reavaliaçãoOxigênio convencional, cânula nasal de alto fluxo e prona acordada podem ocupar janelas selecionadas; trabalho respiratório, consciência, hemodinâmica e troca gasosa dizem se a estratégia está falhando.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

A prona acordada requer paciente tolerante e monitorizado; não se deve sedar apenas para mantê-la. Necessidade urgente de via aérea ou deterioração apesar do suporte exige intubação oportuna. A escada organiza reavaliação — não impõe que todo paciente percorra cada degrau.

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Ventilação protetora e terapias adjuntas na síndrome do desconforto respiratório agudo associada à sepse
IMG-57 · SDRA na sepse: ventile para protegerVolume corrente de 6 mL/kg de peso corporal predito e pressão de platô ≤ 30 cmH₂O são pilares. PEEP mais alta e prona prolongada dependem da gravidade e da tolerância.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Na SDRA moderada a grave, prona por mais de 12 horas/dia e PEEP mais alta são opções condicionais. Evite escalada incremental indiscriminada de PEEP. ECMO venovenosa é resgate para hipoxemia refratária em centros experientes, após otimização das estratégias convencionais.

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Avaliação renal, ajuste dinâmico de antimicrobianos e indicações estabelecidas de terapia renal substitutiva
IMG-32 · Rim, dose e terapia renalAjuste de dose é dinâmico; TRS segue indicações estabelecidas. Purificação extracorpórea de rotina não deve ser confundida com suporte renal.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

A imagem relaciona função renal variável, exposição antimicrobiana, nefrotóxicos e indicações clássicas de TRS. Técnicas experimentais de remoção de mediadores não são apresentadas como rotina.

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Avaliação da lesão renal aguda e início de terapia renal substitutiva somente quando houver indicação estabelecida
IMG-58 · LRA na sepse: TRS por indicaçãoRevise perfusão, congestão, obstrução, nefrotóxicos, dose de fármacos e tendência. Creatinina isolada não é ordem automática de terapia renal substitutiva.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

Inicie TRS quando houver indicação definitiva e contexto compatível; sem ela, a SSC sugere contra o início rotineiro. Modalidade contínua ou intermitente depende de hemodinâmica, objetivo, recursos e experiência. A decisão integra eletrólitos, acidobase, volume, toxinas, uremia e evolução.

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Limites do bicarbonato na acidemia láctica e contexto específico de choque séptico com acidemia grave e lesão renal aguda
IMG-59 · Bicarbonato não é borracha de lactatoNão use bicarbonato apenas para melhorar hemodinâmica ou reduzir vasopressor na acidemia láctica. A exceção condicional exige choque séptico, pH ≤ 7,2 e LRA AKIN 2–3.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

A recomendação favorável nesse subgrupo tem certeza muito baixa; ela não substitui controle do foco, perfusão e suporte. Se usado, acompanhe pH, sódio, cálcio ionizado, CO₂/ventilação e balanço de volume, com alvo e reavaliação explícitos.

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Estratégia transfusional restritiva contextualizada e tromboprofilaxia na sepse
IMG-33 · Transfusão e tromboprofilaxiaEstratégia restritiva é contextual; sangramento, isquemia, hipoxemia e procedimentos podem modificar a decisão.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

O painel separa transfusão de hemácias e prevenção de tromboembolismo venoso. Ambos exigem avaliação de contraindicações e risco individual, sem gatilho automático isolado.

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Nutrição enteral precoce, controle glicêmico e riscos metabólicos na sepse
IMG-34 · Nutrição e metabolismoNutrição enteral precoce quando viável; evite sobrealimentação e hipoglicemia ao tratar hiperglicemia persistente.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

A imagem organiza início, tolerância gastrointestinal e monitorização metabólica. O plano deve ser individualizado à fase da doença e ao risco de aspiração, intolerância e distúrbios eletrolíticos.

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Resgate e fronteira terapêutica

Evidência antes da sedução fisiológica

“Off-label”, “evidência insuficiente” e “recomendado contra” não são sinônimos. Cada cartão mostra a categoria correta e o limite operacional.

Corticosteroide como opção condicional diante de necessidade persistente de vasopressor
IMG-35 · Corticosteroide no choque persistentePosição condicional e de baixa certeza. Necessidade persistente de vasopressor exige contexto; evite esquemas curtos de dose muito alta.Fontes: SSC 2026 e revisão de corticosteroides.
Descrição clínica detalhada

A figura representa persistência do choque, não um limiar numérico universal. Monitore glicose, sódio, fraqueza, delirium e infecção, preservando revisão de foco e diagnóstico.

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Protocolo de segurança para qualquer resgate não padrão: mecanismo plausível não basta. Exija indicação explícita, alternativas esgotadas, contraindicações, interação, alvo mensurável, janela de reavaliação, critério de interrupção, discussão multidisciplinar e documentação do caráter não padrão.
Três níveis de evidência: prática apoiada, evidência insuficiente e recomendação contra rotina
IMG-36 · Apoiada, insuficiente ou sugerida contraOff-label não significa benefício; ausência de recomendação também não equivale a recomendação favorável.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

A escada separa força e direção da evidência. Toda medida de fronteira exige explicitação de incerteza, alternativas, segurança, alvo, reavaliação e interrupção.

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Mecanismo e alertas de segurança do azul de metileno no contexto off-label de vasoplegia
IMG-37 · Azul de metileno: evidência insuficienteAumento pressórico não prova sobrevida. A SSC 2026 considera insuficiente a evidência para emitir recomendação; o rótulo FDA não inclui choque.Fontes: SSC 2026 e rótulo FDA.
Descrição clínica detalhada

Contraindicações do rótulo citado: deficiência de G6PD e hipersensibilidade. Alertas separados: síndrome serotoninérgica com fármacos serotonérgicos e opioides, risco de hemólise e possível subestimação da saturação pela oximetria de pulso. O conteúdo não fornece dose nem protocolo.

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Depois da sobrevivência

Resolver o choque não encerra a sepse

Desressuscitação, desprescrição, reabilitação e transição segura são parte do tratamento — não apêndices da alta.

Jornada pós-sepse da estabilização à desressuscitação, reconstrução e transição
IMG-38 · Da estabilização à reconstruçãoMobilidade, nutrição/deglutição, cognição, saúde mental e reconciliação medicamentosa pertencem ao tratamento.Fonte: SSC 2026.
Descrição clínica detalhada

A trajetória passa por estabilização, retirada segura de excessos, reconstrução funcional e transição responsável. Cada etapa registra sequelas, responsáveis, retornos e sinais de alarme.

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Seis pilares para transição segura e recuperação após sepse
IMG-60 · Alta pós-sepse é intervençãoDiagnóstico/foco, medicamentos, função orgânica, mobilidade/nutrição, cognição/saúde mental e retornos/sinais de alarme formam uma única transição de cuidado.Fonte: SSC 2026.
Legenda Turbo TEMI — aplicação e limite

O plano deve ser verbal e escrito, compreensível para paciente e família, com responsáveis e prazos. Comunicação em circuito fechado confirma que pendências, término de antimicrobianos, dispositivos, sequelas e critérios de retorno chegaram ao próximo ponto da rede.

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Fase 1

Estabilização

  • Foco e antimicrobiano controlados
  • Vasopressor e perfusão em queda sustentada
  • Nova disfunção identificada
Fase 2

Desressuscitação

  • Reavaliar balanço, peso, edema e congestão
  • Remoção ativa de fluido somente após fase aguda
  • Reduzir invasividade e sedação
Fase 3

Reconstrução

  • Mobilidade, nutrição, sono, cognição
  • Disfagia, fraqueza, dor e saúde mental
  • Reconciliação medicamentosa
Fase 4

Transição

  • Resumo verbal e escrito da sepse
  • Sequelas, retornos, sinais de alarme
  • Seguimento pós-doença crítica

Checklist mínimo de alta pós-sepse

Sistema de defesa

Prevenir, detectar e aprender

Protocolos funcionam quando conectam assistência, enfermagem, farmácia, laboratório, controle de infecção, dados e transições.

Sistema hospitalar conectando prevenção, código sepse, stewardship, laboratório, farmácia, enfermagem e auditoria
IMG-39 · Sistema hospitalar de prevenção e respostaPrevenir, detectar, tratar, auditar e aprender formam um circuito multiprofissional.Fontes: SSC 2026, CDC e ILAS.
Descrição clínica detalhada

O circuito conecta prevenção de infecções, acionamento, microbiologia, farmácia, stewardship e aprendizagem de sistema. Protocolos precisam de responsáveis e reavaliação, não apenas alertas.

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🛡️ Prevenção

Higiene, vacinação, cuidado de dispositivos, prevenção de infecção associada à assistência e tratamento precoce de infecções.

📣 Código sepse

Huddle multiprofissional com critérios, responsáveis, escalada, registro e auditoria; sugestão condicional da SSC 2026.

💊 Stewardship

Rapidez e responsabilidade coexistem: probabilidade, coleta adequada, terapia ativa e descalonamento planejado.

📊 Qualidade

Tempo de reconhecimento, antimicrobiano por estrato, foco, reavaliação, dano por fluido e desfechos ajustados.

IA + atualização contínua

Radar Sepse com revisão humana

A fase local não consulta rede nem publica automaticamente. O desenho futuro separa captura, crítica metodológica e aprovação médica.

Pipeline governado de IA entre fontes oficiais, crítica metodológica, revisão médica e publicação aprovada
IMG-40 · Radar Sepse com IA governadaIA pode capturar, deduplicar e resumir; nunca prescreve nem altera protocolo sem revisão humana.Fontes: SSC 2026 e estudo de apoio por LLM.
Descrição clínica detalhada

O pipeline separa fonte original, identidade documental, crítica metodológica, decisão editorial e card aprovado. O gate humano permanece obrigatório e nenhuma etapa local realiza publicação automática.

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1Fontes permitidasSCCM, ESICM, OMS, CDC, ILAS, PubMed, registros e reguladores
2DeduplicaçãoDOI, PMID, registro e URL canônica
3CríticaDesenho, população, efeito, dano, aplicabilidade e limitações
4Revisão médicaO que muda, o que não muda e grau de confiança
5Radar DiárioSomente card estático aprovado; nunca prescrição automática

IA clínica: onde ajuda e onde para

Pode apoiar: detectar padrões, ordenar risco, resumir trajetória, conferir pendências e vigiar deterioração.

Não pode assumir: diagnóstico autônomo, escolha de antimicrobiano sem contexto, supressão de alerta sem responsável ou atualização direta de protocolo por estudo isolado.

Turbo TEMI convencional

Casos e questões de decisão

O treino convencional permanece independente. Os dez ACRA M0–M6 são complementos opcionais e nunca ocultam esta trilha.

Diretório oficial e rastreabilidade

Documentos que sustentam o módulo

Abra o documento original. Cada cartão informa o que a fonte sustenta e sua principal limitação de aplicação.

Transparência editorial

Como usar este guia com segurança

FinalidadeEducação e apoio cognitivonão fecha diagnóstico nem prescreve
EvidênciaSSC 2026, Sepsis-3 e fontes primáriaslinks diretos e limitações visíveis
AplicaçãoAdultos na emergência, enfermaria e UTIindividualize pela fisiologia e pelo contexto local
PrivacidadeSem campos para dados de pacientesnão insira informações identificáveis
Visual didático ampliado

Visual clínico

Ampliação do infográfico selecionado. Consulte também a legenda e a descrição clínica textual.

ACRA Sepse Ultra Expert

Experiência ACRA

Selecione um dos dez ACRA para iniciar. O conteúdo clínico convencional permanece disponível fora deste diálogo.