🛡️ Prévia clínica em revisão Apoio cognitivo educacional: score positivo não substitui diagnóstico, etiologia, monitorização ou protocolo institucional. Abrir gate médico
🧠 Emergência · UTI · Enfermaria · Segurança · TEMI

Delirium:
reconheça cedo.

Disfunção cerebral aguda, flutuante e geralmente multifatorial. O objetivo não é apenas “acalmar”: é detectar desatenção, proteger o paciente, localizar causas tratáveis e reduzir carga de sedação, imobilidade e desorganização ambiental.

Conteúdo adulto · sem dados de pacientes · sem rede ou telemetria · atualizado com SCCM PADIS 2018/2025, NICE 2023, COFEN 746/2024 e legislação brasileira vigente em 25/07/2026.

Quando pensar, rastrear e investigar?

Mudança aguda do comportamento, atenção, vigília ou função é o gatilho. Não espere “agitação”: delirium hipoativo também exige ação, e instabilidade clínica vem antes de qualquer escala.

⏱️ reconheça a mudança
1 · PENSAR

Na chegada e em qualquer deterioração

  • Confusão, sonolência, agitação, queda, recusa de cuidado ou fala “estranha” de início recente.
  • Idoso frágil, demência, infecção, trauma, pós-operatório, intoxicação, abstinência ou nova medicação.
  • Relato do familiar: “não está como costuma ser” vale mais que orientação isolada.
2 · APLICAR

Estabilize, obtenha basal e use 4AT

  • ABC, SpO₂/ventilação, perfusão, glicemia, temperatura, dor e exame neurológico.
  • Colateral: início, flutuação, função/cognição basal, fármacos e última dose/ingesta.
  • Com indicadores e paciente avaliável, 4AT; positivo sustenta avaliação diagnóstica, não a encerra.
3 · NÃO ESPERAR

Red flags mudam a prioridade

Déficit focal, crise, trauma/anticoagulação, coma abrupto, choque, hipoxemia/hipercapnia, hipoglicemia, hipertermia, rigidez ou toxidrome exigem via de emergência dirigida antes do score.

// simulador sem dados do paciente

Qual é o próximo movimento?

Selecione apenas o cenário didático. Nada é salvo ou transmitido.

Pronto para simular. O resultado prioriza estabilidade, avaliabilidade e ferramenta adequada ao contexto.

Primeiro estabilize. Depois nomeie.

Agitação, sonolência ou “confusão” são sinais. Delirium é uma síndrome clínica que exige mudança aguda/flutuação, desatenção e explicação médica provável.

🚨 tempo-dependente
0 · SEGURANÇAPaciente, equipe, via aérea e dispositivos.
1 · ABC + GLICOSEO₂/CO₂, perfusão, temperatura e glicemia.
2 · DOR/RASSTrate desconforto; defina vigília e sedação.
3 · RASTREIOCAM-ICU/ICDSC na UTI; 4AT na enfermaria.
4 · CAUSASInfecção, drogas, retenção, metabolismo, SNC.
5 · ABCDEFReduza fatores, mobilize, envolva família, reavalie.

🔴 Ameaças nos primeiros 5 minutos

  • Hipoxemia, hipercapnia ou falência de via aérea.
  • Hipoglicemia, choque, sepse ou hipertermia grave.
  • Novo déficit focal, trauma, crise ou rebaixamento abrupto.
  • Abstinência grave, toxidrome ou síndrome serotoninérgica/NMS.

🟠 Causas simples que doem

  • Dor, dispneia, sede, posição desconfortável.
  • Retenção urinária, fecaloma, constipação ou náusea.
  • Óculos/aparelho auditivo ausentes e barreira de linguagem.
  • Tubo, máscara, cateter, ruído e interrupções noturnas.

🟢 Frase pronta para o round

“Mudança aguda e flutuante em relação ao basal, fenótipo ___, RASS ___, rastreio ___ às ___h. Causas prioritárias: ___. Intervenções iniciadas: ___; reavaliar em ___.”

Como o delirium se configura

É uma síndrome, não um exame e não um sinônimo de demência. O diagnóstico final integra história, observação seriada, instrumento validado e evidência de causa fisiológica.

🧩 diagnóstico clínico

🧠 Núcleo diagnóstico em cinco ideias

  1. Atenção e consciência alteradas: dificuldade de manter, focar ou mudar atenção, com menor orientação ambiental.
  2. Início agudo/subagudo: horas a poucos dias, diferente do basal.
  3. Curso flutuante: intensidade varia ao longo do dia.
  4. Outra alteração cognitiva: memória, linguagem, percepção, pensamento ou visuoespacial.
  5. Causa provável: condição médica, intoxicação/abstinência, medicamento, exposição ou combinação.

🎭 Fenótipos motores

  • Hiperativo: inquietação, agressividade, alucinações, retirada de dispositivos.
  • Hipoativo: retraimento, lentificação, sonolência, baixa mobilidade/ingesta — o mais fácil de perder.
  • Misto: alternância entre hiperatividade e hipoatividade.

Pegadinha TEMI: fenótipo motor descreve apresentação, não causa, gravidade ou indicação automática de fármaco.

CondiçãoInício/cursoAtençãoPista prática
DeliriumAgudo, flutuanteTipicamente comprometidaAlteração do basal + causa médica/droga provável.
DemênciaMeses/anos, progressivoPode estar preservada no inícioDelirium pode sobrepor; se dúvida, trate delirium primeiro.
DepressãoSemanas/mesesVariável, esforço reduzidoHumor/anedonia; não explica oscilação abrupta de vigília.
AfasiaFrequentemente abruptoPode parecer desatençãoDéficit linguístico focal; procurar AVC.
CatatoniaVariávelDifícil de testarEstupor/excitação, negativismo, posturas, ecolalia/eco­praxia.
Estado epiléptico não convulsivoAgudo/flutuanteComprometidaMovimentos sutis, olhar fixo ou quadro inexplicado; considerar EEG.
Psicose primáriaVariávelGeralmente melhor preservadaNível de consciência costuma ser estável; primeiro exclua causa orgânica.

RASS → CAM-ICU/ICDSC · 4AT na enfermaria

Use o instrumento certo no momento certo. As calculadoras abaixo são educacionais, não armazenam respostas e não transformam rastreio em diagnóstico.

⌨️ interativo
Infográfico que direciona CAM-ICU para avaliação atual na UTI, ICDSC ao longo do turno e 4AT para emergência e enfermaria.
Escolha contextual: em cuidado crítico/recuperação use CAM-ICU ou ICDSC; fora desse contexto, o 4AT é o rastreio rápido quando surgem indicadores.

1 · RASS — vigília/agitação

Observe. Se não alerta, chame pelo nome e peça abertura ocular; se não houver resposta, use estímulo físico. Escolha o nível mais fiel.

Régua RASS de mais quatro a menos cinco, com gate de aplicabilidade do CAM-ICU.
RASS define vigília e gate; não diagnostica delirium.
Selecione um escore. O RASS é o gate de consciência; não diagnostica delirium.

2 · CAM-ICU (iCAM-ICU) — estado atual

Aplicável inclusive em paciente intubado, desde que desperte o suficiente. RASS −4/−5 = não avaliável.

Fórmula visual do CAM-ICU positivo: características um e dois, associadas à três ou quatro.
Fórmula visual; execute cada característica com o instrumento validado.
Características do CAM-ICU
Fórmula: 1 + 2 + (3 ou 4). A característica 3 é nível de consciência alterado (RASS diferente de 0).

3 · ICDSC — janela do turno

Oito itens observados ao longo da janela clínica. Some 1 ponto por item presente.

Itens do ICDSC
ICDSC 0/8 0: sem sinal; 1–3: alterações/subsindrômico; ≥4: rastreio positivo.

4 · 4AT — enfermaria em ~2 minutos

Use quando houver indicadores de delirium fora da terapia intensiva. Em crítica/recuperação, NICE prioriza CAM-ICU ou ICDSC.

4AT 0/12 0 não exclui definitivamente; 1–3 sugere comprometimento cognitivo; ≥4 sugere possível delirium.

Comparador: em que momento aplicar?

FerramentaOnde/quandoSaídaNão confundir
RASSAntes do rastreio e ao titular sedação.+4 a −5Mede agitação/vigília, não delirium.
CAM-ICUUTI/recuperação; avaliação pontual quando RASS ≥−3.Positivo, negativo ou não avaliávelNão registrar “negativo” em coma profundo.
ICDSCUTI; incorpora observações ao longo do turno.0–8; ≥4 positivo1–3 não é normalidade garantida.
4ATEnfermaria, emergência, perioperatório e transições quando houver indicadores.0–12; ≥4 possível deliriumRastreio positivo requer diagnóstico clínico.
PRE-DELIRICPrimeiras 24 h de UTI para estimar risco.ProbabilidadePrediz risco; não identifica delirium atual.
E-PRE-DELIRICNa admissão, antes dos dados de 24 h.ProbabilidadePrecisa validação/calibração local.

Rotina prática: observar diariamente e sempre que houver mudança. A periodicidade exata deve seguir o protocolo local e a carga do paciente; evitar repetir testes cognitivos muitas vezes ao dia por períodos longos sem indicação.

Delirium quase sempre é multifatorial

Não existe “painel de delirium” universal. Exames, imagem, EEG e líquor são dirigidos pelo contexto, red flags e probabilidade pré-teste.

🔎 causas tratáveis
Infográfico de oito domínios de causas de delirium, incluindo oxigenação, perfusão, infecção, dor, fármacos, abstinência, metabolismo e ambiente.
Regra-mãe: a agitação é um sinal; procure o gatilho fisiológico, farmacológico, neurológico, funcional e ambiental.

🧪 Exames comuns — somente se fizerem sentido

Glicemia, hemograma, eletrólitos, Ca/Mg, ureia/creatinina, função hepática, gasometria, urina/culturas, ECG e radiografia podem ser úteis conforme história e exame. Rever ativamente prescrições, últimas doses e suspensão abrupta.

🧠 Quando ampliar para SNC

Novo déficit focal, cefaleia intensa, trauma/anticoagulação, rebaixamento desproporcional, crise suspeita, febre/rigidez, imunossupressão ou quadro inexplicado sustentam TC/RM, EEG ou líquor conforme estabilidade e hipótese.

ABCDEF + ambiente + função

O pacote mais consistente é multicomponente: reduzir sedação desnecessária, organizar sono/vigília, devolver mobilidade e sentidos e envolver família.

🛡️ bundle diário
Infográfico de prevenção do delirium no leito com orientação, correção sensorial, sono, mobilidade, conforto, família e atividade significativa.
Medidas ocupacionais: Atividade significativa e AVD graduadas recuperam rotina, papéis e autonomia possível, alinhadas à estabilidade e às metas da equipe.
A

A · Avaliar e tratar dor

Auto-relato quando possível; CPOT/BPS quando não. Analgesia adequada sem confundir agitação com “falta de opioide”.

B

B · SAT + SBT

Despertar e respiração espontânea coordenados quando elegíveis, com segurança e metas explícitas.

C

C · Escolha de sedação

Alvo leve sempre que possível; reduzir benzodiazepínicos sem indicação específica e revisar acúmulo/interações.

D

D · Delirium

Rastrear, documentar, procurar causas, reorientar e reavaliar resposta às intervenções.

E

E · Exercício/mobilidade

Mobilização progressiva quando estabilidade cardiovascular, respiratória e neurológica permitirem.

F

F · Família

Informação, voz familiar, orientação e participação coerente com preferências, segurança e rotina assistencial.

DomínioFazerEvitar
CogniçãoNome, local, motivo, relógio/calendário, comunicação simples.Informações conflitantes, mudança de equipe/quarto sem necessidade.
SonoDia claro/ativo; noite silenciosa; agrupar cuidados quando seguro.Acordar por rotinas sem benefício e luz/ruído contínuos.
SensorialÓculos, audição, prótese e intérprete.Rotular como “confuso” sem corrigir barreiras.
MobilidadeSentar, ortostatismo, marcha e fisioterapia conforme estabilidade.Imobilidade e dispositivos sem indicação atual.
Ocupação/ADLHigiene, alimentação, comunicação e atividade familiar graduadas; terapia ocupacional quando disponível.Passividade contínua, sobrecarga cognitiva ou tarefa incompatível com segurança.
FármacosRevisão diária de sedativos, anticolinérgicos e polifarmácia.Antipsicótico ou benzodiazepínico profilático de rotina.
FisiologiaOxigenação, hidratação, nutrição, trânsito, dor e infecção.“Tratar o score” sem tratar o organismo.

Não existe “remédio do delirium” universal

Trate causas e sofrimento, não o rótulo. Fármacos podem ter papel situacional, mas também prolongar sedação, causar hipotensão, arritmia e efeitos extrapiramidais.

💊 dupla checagem
Infográfico com riscos principais de antipsicóticos, dexmedetomidina, benzodiazepínicos e propofol.
Risco primeiro: fármaco é intervenção sintomática ou sedativa em cenários selecionados; não substitui diagnóstico, etiologia nem monitorização.
EstratégiaQuando considerarO que não prometeMonitorar/evitar
Correção etiológica + ABCDEF Todos os pacientes, personalizada. Resposta instantânea se múltiplos fatores persistirem. Metas, resposta e novas causas diariamente.
Dexmedetomidina VM com delirium agitado impedindo desmame/extubação; ou sedação quando leveza/redução de delirium é prioridade, conforme protocolo. Não é profilaxia universal nem substitui causa. Bradicardia, hipotensão, alvo RASS e retirada.
Propofol Sedação de paciente ventilado quando indicada e titulada. Não é tratamento específico do delirium. Hipotensão, triglicerídeos, dose/duração e síndrome de infusão.
Haloperidol/antipsicótico Curto prazo para sofrimento intenso ou risco a si/outros após desescalada e correção de causas, conforme protocolo. Não encurta delirium de rotina; SCCM 2025 não recomenda a favor nem contra por evidência baixa. QTc/torsades, K/Mg, interações, hipotensão, sedação, efeitos extrapiramidais e síndrome neuroléptica maligna; evitar/cautela em Parkinson e corpos de Lewy.
Benzodiazepínico Abstinência de álcool/benzodiazepínico, convulsão ou indicação específica. Não é sedativo padrão do delirium comum. Depressão respiratória, hipotensão, acúmulo, reação paradoxal, quedas e piora do delirium; exposição é fator modificável associado.
Melatonina SCCM 2025 sugere sobre não usar, com baixa certeza; adaptar ao contexto e protocolo. Não substitui organização do sono e não “cura” delirium. Interações, sonolência e real benefício individual.
Contenção física Somente último recurso para risco imediato, menor restrição e menor tempo. Não tem eficácia segura comprovada para prevenir retirada de dispositivos. Agitação, lesão, isquemia, aspiração, trauma e reavaliação frequente.

Leitura crítica: MIND-USA não mostrou aumento de dias vivos sem delirium/coma com haloperidol ou ziprasidona. Isso não elimina controle sintomático excepcional; impede vender antipsicótico como terapia etiológica ou rotina automática.

Acalmar com segurança sem apagar o diagnóstico

Refratária significa que segurança, desescalada e causas prioritárias foram abordadas — não apenas que a primeira medicação “não funcionou”.

🔥 escalonamento
Escada de segurança para agitação: segurança e ABC, causas reversíveis, desescalada, fármaco somente com risco e contenção como último recurso.
Escada, não atalho: a menor intervenção eficaz deve preservar via aérea, exame neurológico, mobilidade e possibilidade de reavaliação.
// pause antes da próxima ampola

Simulador de escalonamento

Marque o cenário didático. A saída mostra prioridades e alertas, sem recomendar dose.

Comece por segurança e causa. Nenhum checkbox substitui avaliação presencial, monitorização e protocolo institucional.

Ative ajuda e organize o ambiente

Saída livre, equipe suficiente, uma pessoa fala, voz baixa, frases curtas, reduzir público/ruído e retirar objetos perigosos.

Trate ameaças em paralelo

O₂/CO₂, glicemia, choque, temperatura, dor, retenção, abstinência, falha ventilatória e dispositivos. Não espere o score para estabilizar.

Defina RASS, delirium e alvo

RASS + CAM-ICU/ICDSC quando avaliável. Pergunte: qual comportamento precisa cessar e qual nível de consciência ainda é seguro?

Escolha por indicação, não por hábito

VM + agitação impedindo extubação: considerar dexmedetomidina. Sofrimento/risco persistente fora desse cenário: antipsicótico curto e cauteloso pode ser considerado conforme protocolo e contraindicações.

Se “não responde”, reabra o diagnóstico

Abstinência, crise não convulsiva, AVC/hemorragia, infecção SNC, toxidrome, NMS/serotonina, catatonia, hipoxemia/hipercapnia e dor oculta.

Se sedação profunda for inevitável

Trate como intervenção de alto risco: ambiente monitorizado, via aérea preparada, alvo e prazo definidos, revisão frequente e plano de redução.

⛔ Antes de antipsicótico

  • Corrigir K/Mg e revisar QTc, interações e outros pró-arrítmicos.
  • Procurar Parkinson, demência por corpos de Lewy e sintomas extrapiramidais.
  • Definir indicação sintomática, menor exposição e momento de suspender.
  • Não somar fármacos sedativos sem reavaliar via aérea/hemodinâmica.

🧩 Chamar apoio especializado

  • Neurologia: foco, crise/EEG, coma inexplicado.
  • Psiquiatria/geriatria: catatonia, psicose, demência complexa, sintomas graves.
  • Farmácia clínica: interações, acúmulo, QT e desprescrição.
  • Fisioterapia/enfermagem/família: mobilidade, dispositivos, orientação e sono.

Contenção física/mecânica: último recurso, não rotina

Ela restringe liberdade e pode produzir dano. A pergunta correta não é “o paciente está agitado?”, mas “há dano imediato ou iminente que não pode ser prevenido por alternativa menos restritiva agora?”.

⚖️ proporcionalidade + registro
Limite desta aba Conteúdo educacional e de governança. Não ensina técnica de imobilização e não substitui treinamento presencial, avaliação individual, protocolo institucional, COREN/CRM ou assessoria jurídica.
Fluxo de decisão para contenção física: risco imediato, falha de alternativas, menor medida, protocolo, supervisão e monitorização.
Gate ético-prático: se qualquer condição deixa de existir, a indicação precisa ser interrompida ou reavaliada.

O que sabemos

  • A SCCM registra uso frequente para evitar autoextubação, remoção de dispositivos, quedas e agressão, apesar da falta de estudos demonstrando eficácia e de preocupações com maior agitação e extubações não planejadas.
  • Meta-análise de 39 estudos e 21.665 adultos encontrou prevalência agrupada de 41,6% (IC 95% 33,8–49,5%), com heterogeneidade extrema: prática varia muito entre locais.
  • No R2D2-ICU (405 adultos em VM), uma estratégia de baixo versus alto uso não mudou dias vivos sem coma/delirium em 14 dias; isso não demonstra benefício da estratégia liberal nem resolve todos os desfechos de segurança.
  • Associações com delirium, sedação e ventilação mecânica não provam que a contenção seja a causa; pacientes mais graves também têm maior chance de ser contidos.

O que não podemos prometer

  • Não há base segura para afirmar que contenção previne retirada de dispositivos ou quedas em todos os pacientes.
  • Ela não trata delirium, medo, dor, dispneia, abstinência ou desorganização ambiental.
  • Programas de redução tendem a combinar educação, comunicação, família, reabilitação/mobilidade e manejo de sintomas; não existe intervenção única universal.

Leitura crítica: “associado” não significa “causou”; mas incerteza de benefício + dano plausível exige indicação excepcional, menor restrição e retirada precoce.

Mini checklists operacionais por sessão

Copie e cole no canal da equipe, rotina de round ou documento institucional. Os blocos não incluem nome, leito ou dado clínico real.

📋 copy/paste

Turbo TEMI: flashcards, questões e casos

Treino curto, feedback imediato e progresso somente local. Nenhuma resposta clínica é transmitida.

🏆 modo prova

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🧠 Caso clínico

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Fontes primárias e instrumentos oficiais

Links para conferência. A evidência muda; data, população, protocolo local e julgamento clínico continuam obrigatórios.

📚 conferir origem
// gate antes de ativar

Revisão médica obrigatória

O módulo está funcional e testável como prévia, mas permanece em revisão clínica até o Dr. Aldenir homologar conteúdo e adaptação institucional.

  • Validar RASS, CAM-ICU, ICDSC e 4AT com enfermagem e equipe médica.
  • Definir horários de rastreio, documentação e plano de reavaliação.
  • Revisar protocolo de abstinência, antipsicóticos, sedação e QTc.
  • Homologar contenção mecânica com Enfermagem, Segurança do Paciente, direção técnica e jurídico institucional.
  • Validar as dez imagens contra o texto clínico acessível; em divergência, prevalece o texto revisado.
  • Confirmar fluxo para EEG, neuroimagem, neurologia, psiquiatria e geriatria.
  • Revisar casos/questões e alterar o manifesto para “ativo” somente após aceite.