ALDENIRMED89TURBO TEMI / NEUROINTENSIVISMO
Edição 1.1 · 11 set 2026 · revisada após auditoria
← Início AldenirMed89
Revisão médica em andamento: prévia pública educacional da edição 1.1, revisada em auditoria independente em 11/09/2026 (33 identificadores PubMed, comunicados regulatórios, protocolos ENLS e bulas conferidos). Não é protocolo assistencial homologado: confirme doses, disponibilidade e fluxos no protocolo institucional e com a equipe de AVC antes de qualquer uso clínico.

RECONHECER → DIFERENCIAR → TRATAR → REAVALIAR

AVC agudo.
Uma decisão por vez.

Isquemia, hemorragia intracerebral e HSA. Da primeira imagem à prevenção de complicações.

O que você vai aprender

Diferenciar isquemia, hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnóidea; reconhecer candidatos à avaliação de reperfusão; aplicar NIHSS, Fisher e Hunt–Hess; reconhecer deterioração e organizar o resgate. UTI significa unidade de terapia intensiva. Este módulo é educacional e não substitui equipe de AVC, neurocirurgia nem protocolo validado do hospital.

Como usar sem sobrecarga

  • Plantão: comece pelo checklist abaixo. Se houver piora, abra “Complicações maiores”.
  • Estudo de 5 minutos: escolha um dos três tipos de AVC, leia um bloco e explique uma imagem sem olhar os rótulos.
  • Treino: faça uma questão e confira todas as alternativas. Retome em D1, D7, D14 e D30, sem acumular dívida de estudo — o “Plano de revisão” do Laboratório TEMI gera essas datas.
  • Busca rápida: pressione “/” em qualquer tela (ou use a lupa do cabeçalho) para localizar um termo — “protamina”, “Fisher”, “basilar” — e saltar para o trecho.
  • Ferramentas: relógio do código AVC, NIHSS com exame anterior, ABC/2, ICH Score, Glasgow → WFNS, Fisher original e modificado. Nenhuma delas autoriza tratamento; todas mostram o critério usado.

Checklist do código AVC

  1. Reconheça o início súbito. Face, braço, fala, campo visual, equilíbrio e coordenação. Diplopia, disfagia e ataxia podem indicar circulação posterior mesmo com NIHSS baixo.
  2. Acione a equipe e registre dois tempos. Última vez visto bem é diferente da hora em que os sintomas foram descobertos. No AVC ao despertar, não invente hora de início.
  3. Estabilize. Via aérea, ventilação, circulação, oximetria e glicemia capilar imediata. Corrija hipoglicemia e reexamine; déficit persistente continua exigindo investigação.
  4. Examine e monitore. Nível de consciência, pupilas, déficit focal, NIHSS, pressão arterial (PA), frequência cardíaca, temperatura e ritmo. Documente funcionalidade prévia e anticoagulantes/última dose.
  5. Obtenha imagem urgente. Tomografia computadorizada (TC) sem contraste para sangue; angioTC de crânio/pescoço quando houver suspeita de oclusão e perspectiva de tratamento. TC normal não exclui isquemia precoce.
  6. Colha exames em paralelo. Hemograma/plaquetas, glicemia, eletrólitos, creatinina e coagulação conforme contexto. Glicemia precisa ser conhecida antes da trombólise; não espere exames rotineiros se não houver suspeita de alteração relevante, conforme protocolo da equipe.
  7. Decida o caminho. Isquemia → avaliar reperfusão; sangue no parênquima → HIC; sangue em sulcos/cisternas → investigar HSA. Acione transferência regulada quando o recurso definitivo não estiver disponível.
  8. Proteja a deglutição. Sem comida, líquidos ou comprimidos por via oral até triagem adequada. Reavalie toda piora; o exame inicial é uma referência, não uma garantia.
Figura 01: Código AVC. Recupere a sequência: última vez bem, glicemia, exame e imagem urgente. Ilustração educacional gerada por IA.
Figura 01 — Código AVC. Recupere a sequência: última vez bem, glicemia, exame e imagem urgente. Abrir imagem em nova aba

Relógio do código AVC

Informe os horários; o relógio calcula o tempo decorrido e lista as janelas de seleção ainda abertas. Não é decisão de tratamento e nada é gravado.

Informe a última vez visto bem.

Quais janelas o relógio usa?

    O que não pode ser confundido

    SituaçãoSignificadoConsequência prática
    AVC isquêmicoOclusão ou queda crítica da perfusão com lesão tecidualReperfusão em paciente elegível
    Hemorragia intracerebral — HICSangue no parênquima; pode invadir ventrículosEvitar expansão, reverter anticoagulação e avaliar neurocirurgia
    Hemorragia subaracnóidea — HSASangue no espaço entre aracnoide e pia-máterProcurar aneurisma e prevenir ressangramento/lesão secundária
    Ataque isquêmico transitório — AITDisfunção transitória por isquemia sem infarto demonstradoInvestigação urgente; sintomas resolvidos não significam risco resolvido
    MimetizadorHipoglicemia, crise/Todd, enxaqueca, toxicidade, distúrbio funcional, entre outrosConfirmar contexto; não excluir AVC apenas por uma hipótese alternativa

    Antes de baixar a PA, saiba o que está sangrando — ou não. O INTERACT4 (2024) reduziu a PA ainda na ambulância, antes da imagem, em AVC indiferenciado: sem benefício global, com sinal de benefício na HIC e de dano no isquêmico. Conclusão prática: a meta de PA depende do compartimento; a TC vem antes do anti-hipertensivo, salvo emergência hipertensiva concomitante. Fonte: R48.

    Figura 03: Três compartimentos. Localize o problema antes de escolher o caminho terapêutico. Esquema, não TC. Ilustração educacional gerada por IA.
    Figura 03 — Três compartimentos. Localize o problema antes de escolher o caminho terapêutico. Esquema, não TC. Nota da auditoria 1.1: a HSA real segue sulcos e cisternas — a faixa lisa sob a calota desenhada aqui lembra um hematoma subdural; veja a Figura 21 para a distribuição correta. Abrir imagem em nova aba
    Figura 21: Onde está o sangue?. Esquema vetorial nativo com os quatro compartimentos: HSA em sulcos/cisternas, HIC no parênquima, subdural em crescente, epidural biconvexo. Não é TC real.
    Figura 21 — Onde está o sangue?. Esquema vetorial nativo com os quatro compartimentos: HSA em sulcos/cisternas, HIC no parênquima, subdural em crescente, epidural biconvexo. Não é TC real. Baixar SVG

    Passagem de caso em 30 segundos

    Paciente/idade/leito/unidade/hospital: não informado até preenchimento no prontuário institucional. Data/hora: não informado. Última vez bem e descoberta: não informado. Déficit e NIHSS com horário: não informado. TC/angioTC: não informado. PA/glicemia/anticoagulante: não informado. Tratamento e resposta: não informado. Recurso necessário, responsável pelo contato e próxima reavaliação: não informado.

    Regra de comunicação: informe a tendência: “estava assim, mudou às X, fiz Y, respondeu Z”. Não envie identificadores pessoais para ferramentas de estudo.

    Fontes: R01, R06, R07, R08, R09.